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O contexto

Atum em conserva é uma commodity. Uma forma açoriana de o fazer, não.

A Santa Catarina tinha tudo aquilo que uma marca precisa para se distinguir: uma ilha, uma fábrica, um processo em que grande parte do trabalho continua a ser feito à mão, e pessoas que estão lá há décadas. O que não tinha era uma forma de mostrar isso.

A comunicação seguia a lógica habitual do setor: produto, fotografia, características, comprar. Uma lógica que obriga a marca a competir por preço, porque não dá ao consumidor nenhuma razão para escolher aquela lata em vez de outra.

O trabalho começou por inverter essa ordem. Antes do produto vem a origem, as pessoas e o saber-fazer. O produto passa a ser a consequência visível de tudo o que existe por trás dele.

Antes

Uma conserveira açoriana que comunica os seus produtos.

  • Comunicação centrada no catálogo e nas características
  • A fábrica, o processo e as pessoas fora de campo
  • Qualidade afirmada por adjetivos, não demonstrada
  • Concorrência sobretudo por produto e preço

Depois

Uma marca açoriana com território, pessoas, conhecimento e uma forma própria de fazer.

  • São Jorge como território da marca, não como morada
  • O processo artesanal provado visualmente, não afirmado
  • Qualidade sustentada em certificações e reconhecimentos
  • Concorrência por valor de marca
Dar rosto, contexto e valor àquilo que existe dentro de cada lata: uma ilha, pessoas e uma forma própria de fazer.
Os cinco territórios

Cinco lugares de onde a marca fala.

Uma publicação raramente pertence a um só. Um vídeo da descarga no cais é origem, pessoas, processo e sustentabilidade ao mesmo tempo.

Vista da costa de São Jorge ao entardecer, com a ilha do Pico ao fundo
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Da ilha

São Jorge, o mar, a Calheta, a chegada do peixe ao cais. A origem deixa de ser uma morada no rótulo e passa a ser o ponto de partida de tudo o que a marca comunica.

Mãos a embrulhar uma lata de atum Santa Catarina em papel
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Das mãos

O processo artesanal não se afirma, mostra-se. A limpeza do peixe, os gestos, a experiência de quem reconhece o ponto certo. Há indústria, mas não há anonimato industrial.

Equipa da fábrica a preparar o atum na linha de produção
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Das pessoas

A rubrica "Conversas na Fábrica" dá rosto a quem faz a Santa Catarina acontecer. Do chefe de manutenção, funcionário número um no registo, a quem descarrega o peixe. Memória viva em vez de organograma.

Embalagens de filetes de atum Santa Catarina com alecrim, pimenta dos Açores e molho cru
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Do produto

Filetes, especialidades, ventresca, gamas bio e a coleção das nove ilhas. Cada referência comunicada pela história, uso ou particularidade, para mostrar amplitude sem transformar o perfil num catálogo.

Filetes de atum Santa Catarina
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Do mar para o mundo

Salto e Vara, Dolphin Safe, Friend of the Sea, prémios e feiras internacionais. Sustentabilidade e qualidade sustentadas em práticas e certificações, não em declarações.

Decisões

As escolhas que definiram o trabalho.

Uma marca não se distingue pelo que publica. Distingue-se pelo que decide não publicar.

Porquê mostrar a fábrica em vez do produto?

Fotografia de produto vende a lata. Fotografia do processo constrói a razão para escolher aquela lata. Passámos a acompanhar, de perto, as descargas no cais, a chegada do peixe, o trabalho dentro da fábrica e todo o percurso até ao produto final.

Custo assumido: boa parte das publicações deixou de empurrar venda direta. É um investimento que só se lê ao fim de meses, e exige que o cliente aceite isso à partida.

Porquê dar rosto às pessoas?

Uma empresa sem rostos é uma entidade abstrata, e uma entidade abstrata não gera ligação. Ao mostrar quem faz o trabalho, a marca ganha continuidade, conhecimento e história.

Custo assumido: exige tempo dentro da fábrica, disponibilidade das pessoas e a vontade da empresa em expor-se. É mais lento e mais exigente do que fotografar produto em estúdio, mas compensa.

Porquê voltar sempre aos mesmos temas?

Uma marca constrói-se por acumulação, não por variedade. Voltamos sempre aos mesmos territórios: a ilha, o artesanal, as mãos, as pessoas, a sustentabilidade. O que muda de cada vez é o ângulo, a imagem, o protagonista. A mesma ideia regressa com outra roupagem, e é essa insistência que a fixa na cabeça de quem vê.

Custo assumido: exige disciplina para não ceder ao que é novo só por ser novo, e trabalho para encontrar um ângulo diferente sempre que se regressa ao mesmo tema.

Porquê os prémios dentro de uma cadência?

Há distinções que têm de sair no momento em que acontecem, e saem com o destaque que merecem. O que passou a existir foi um enquadramento. O reconhecimento entra numa cadência definida e aparece ligado ao produto ou ao processo que o justificou, em vez de ocupar o perfil sozinho.

Custo assumido: obriga a planear com antecedência e a resistir à tentação de tratar cada distinção como peça isolada.

Quando é que o texto entra na imagem?

Por norma a imagem fala sozinha e a mensagem vive na legenda, onde há espaço para a desenvolver. Mas há conteúdos em que o texto na imagem é a ferramenta certa: carrosséis que pedem ao público que se identifique, chamadas à ação, ganchos de atenção. A regra não é ausência de texto. É intenção.

Custo assumido: cada peça exige uma decisão em vez de um formato automático. Mais planeamento, menos produção em série.

Porquê vídeo documental e não publicidade?

Há coisas que a fotografia não transmite: o movimento da fábrica, o som das máquinas, os gestos repetidos durante anos, as pequenas imperfeições de um processo real. Construímos uma linguagem de fragmentos documentais curtos.

Custo assumido: produção mais cara e mais demorada do que fotografia de produto. Os dados justificaram-na: as oito publicações de maior alcance orgânico são todas vídeo.

Resultados

O que aconteceu.

3,1M Pessoas alcançadas organicamente
87.400 Visitas ao perfil
51.700 Interações
+8.700 Novos seguidores

Julho 2023 a agosto 2026 · 247 publicações · sem investimento pago

As oito publicações de maior alcance orgânico foram todas em vídeo. A de maior alcance, um vídeo do interior da fábrica, chegou sozinha a 978 mil pessoas.

Vídeo

O que uma fotografia não consegue transmitir.

O movimento da fábrica. O som das máquinas. Os gestos repetidos durante anos. As pequenas imperfeições de um processo real. Fragmentos documentais, não publicidade.

Institucional Apresentação geral da marca, produzida para feiras, distribuidores e mercados internacionais.
Processo
Descarga no cais da Calheta
O Melhor dos Melhores
Conversas na Fábrica

O trabalho para a Santa Catarina não começou por uma campanha. Começou por perceber o que a marca já tinha e não estava a mostrar. Se acha que a sua está no mesmo ponto, seja para uma estratégia, uma identidade, um website, fotografia ou vídeo, estamos deste lado.

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